28/11/2013

The Hunger Games – Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire - 2013)



                As coisas estão a correr bem para o sucessor do filme de 2012, tanto em termos de bilheteiras como de críticas. Mas muito aconteceu desde o ano passado, basicamente a protagonista ganhou um óscar, o que inevitavelmente vai fazer com que as pessoas estejam mais atentas à sua interpretação. Será que Jennifer Lawrence aguenta com a pressão? 
                Mesmo que inconscientemente, a vitória de Katniss e Peeta foi um desafio ao poder do Capitólio. Agora, para impedir que os distritos se revoltem, o presidente Snow vai obrigar a que o jovem casal continue com a sua pequena charada. E não se esqueçam, uma nova edição dos Hunger Games está aí à porta. 
                Este novo capítulo consegue sem dúvida igualar, ou mesmo superar em alguns aspetos, o primeiro. Geralmente é nesta altura que as sagas se perdem, pois não conseguem fazer frente ao trabalho que se fez no início. Aqui isso não acontece, temos um filme mais pesado e intenso que consegue transmitir com eficiência todo o livro em que o filme se baseia. 
                O elenco continua a fazer o bom trabalho do primeiro filme. Lawrence consegue aqui uma excelente interpretação da protagonista, e para mim Woody Harrelson consegue sempre dar um toque especial a todas as personagens que interpreta. As novas entradas no elenco conseguem ser igualmente interessantes e cativantes. 
                O grande problema do filme é simples. Para quem não conhecer os livros nos quais os filmes se baseiam, o argumento e ação deste filme é muito parecida com o do primeiro filme. Não que a culpa aqui seja do realizador Francis Lawrence, já que faz o melhor que é possível com o material que tem disponível. 
                A introdução pode parecer excessivamente longa e aborrecida, mal tal é necessário para que haja um maior desenvolvimento da relação entre as personagens e o que motiva as suas ações. Em contraste com estas cenas mais emotivas temos outras em que os efeitos especiais não estão tão bem conseguidos que transformam todo o cenário numa coisa demasiado plastificada e irrealista. 
                É mais uma boa entrada para esta saga no cinema, e se aqueles que acham que este é muito parecido ao anterior não se preocupem, os próximos vão ser diferentes.


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