11/12/2017

Rings (2017)



Será que era mesmo preciso fazer um terceiro filme para esta saga? Já tivemos dois com a Naomi Harris que eram bons filmes de terror e devia-se ter ficado por aí, principalmente quando novos filmes de antigas sagas não têm sido propriamente bem recebidos, nem pela crítica, nem pelo lucro de bilheteira.
A maldição de Samara volta a atacar e Julia tenta fugir à maldição dos sete dias ao procurar a origem deste mal (onde será que já vimos isto?...).
Realmente, para quê fazê-lo? Tiveram que inventar mais mitologia para a pobre da Samara e - embora não possa dizer com certeza, porque já passou algum tempo - acho que entra em conflito com o que foi dito nos filmes anteriores.
O ambiente também não ajuda, os sustos são de previsão fácil e devem ter andado a filmar o filme sem luzes, porque está tudo muito escuro (para disfarçar a pobre qualidade da coisa, só pode!). Tem alguns momentos mais “inovadores” mas nada de especial. Ver a Samara já não causa tanto impacto como nos primeiros filmes, a sua mística há muito que desapareceu. Pronto, ninguém quer receber a chamada do “7 dias”… E essa é a imagem de marca da saga! Se se quero ver isso, vejo os filmes anteriores.
As personagens também não são interessantes nem nos fazem importar por elas, não há nada que nos faça segurar a elas para que nos importamos com o seu destino. No entanto, foi interessante ver Johnny Galecki num tipo de papel mais sério, já que só o vejo em “The Big Bang Theory”.
Este foi um regresso a uma saga de terror que era totalmente escusado, mas provavelmente vai ser o último já que tanto a crítica como a receita das bilheteiras não foi das melhores.


06/12/2017

Baywatch - Marés Vivas (Baywatch - 2017)



Estamos numa “incrível” era em que a nostalgia pelos anos 80 e 90 está em força, por isso, era quase inevitável a chegada de uma nova versão da “clássica” série “Marés Vivas”. Com a participação de uma estrela como Dwayne The Rock Johnson como protagonista, este filme entrou na minha lista de “a ver”.
O nadador salvador Mitch Buchannon vê-se a cargo de um jovem novo recruta ao mesmo tempo que tenta descobrir um esquema criminal que ameaça a baía.
Vou ser direto! O filme não tem quase piada nenhuma. E isso num filme que é, praticamente, uma comédia, é deixá-lo morto à nascença. Tem gente gira? Tem. Tem boas cenas de ação? Nem por isso, os efeitos especiais deixam algo a desejar, principalmente o fogo de um barco prestes a explodir.
É que nem é problema do elenco! Por muito carisma que Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario, Kelly Rohrbach, Ilfenesh Hadera e Jon Bass tenham, não conseguem salvar o filme da sua má escrita. Pronto, tem um momento ou outro em que consegue ter piada mas nada que consiga compensar o resto. É verdade que a série não era exatamente séria, no entanto nada invalida que o filme não tenha qualidade.
A expetativa não era muita mas, ao menos, estava à espera de um serão bem passado e não daquilo que acabou por ser o resultado final. Será que vamos ter outro? Não me parece mas, se acontecer, convinha mudar umas coisinhas.


30/11/2017

Mãe! (Mother! - 2017)



            Falar do último filme de Darren Aronofsky sem entrar em alguns pormenores da história é complicado mas vou tentar fazer o meu melhor para que isso não aconteça. O realizador sempre nos habitou a experiências diferentes, e “Mãe!” é sem dúvida alguma muito diferente.
            A relação de um casal é testada quando pessoas não convidadas começam a entrar em sua casa, interrompendo a sua calma existência.
            Primeiro de tudo: se, pelos trailers e informações do filme, pensam que vamos ver algo dentro do género horror/thriller, estão muito bem enganados e logo aí assinalo um ponto negativo na caderneta.
            Tudo bem, o filme é uma grande metáfora que envolve Deus, a Natureza e a Humanidade, só que isso tem um enorme problema: estas informações não nos são fornecidas durante o filme. Nada contra em usar um pouco da massa cinzenta para compreender o que nos está a ser mostrado mas daí a nem se saber quem são as personagens ainda vai um esticão. Porque só sei quem de facto são as personagens do filme depois de fazer uma pesquisa sobre ele, o que não deveria acontecer pois, por muita que seja a vontade de quer criar algo artístico, não deve ser a norma não fazer a mínima ideia do que se está a passar.
            Passando esse “pequeno” detalhe à frente, depois de saber quem são os intervenientes do filme, a coisa já começa a fazer sentido e a ser minimamente coerente. Só que, mesmo assim, não há nada que nos prenda a atenção, nada que nos deixe empolgados sobre o que vai acontecer. Só uma sucessão de cenas macabras que, passado pouco tempo, deixam de criar impacto e interesse.
            Aquilo que nos prende são as interpretações. Ver como funciona a relação entre Jennifer Lawrence e Javier Bardem e entender o que raio se passa, é um grande ponto positivo. São grandes desempenhos e que mostram aquilo que os atores são capazes.
            Entendo a ideia que Darren Aronofsky quis transmitir, só que o modo como a fez não é o mais eficiente. Quem não fizer o trabalho de casa vai ficar perdido nos acontecimentos e, repito, um bom filme não nos deixa assim desamparados.