19/10/2017

Geostorm - Ameaça Global (Geostorm - 2017)



            Os filmes de desastres já não puxam tanto o público às salas como antigamente. Ou porque, com a proliferação dos efeitos especiais, apenas vejamos coisas a ser destruídas sem grande história por trás ou, simplesmente, porque nós, como espetadores, já passámos essa fase. Vai ser  Gerard Butler a nos levar no bom caminho?
            Numa altura em que o clima global é controlado por uma rede de satélites, alguns desses satélites começam a atacar a Terra. A solução tem de ser encontrada antes que todo o planeta seja devastado por uma geostorm.
            Estamos perante uma das surpresas do ano - bem, pelo menos deste fim de ano. Não estava à espera de muito mas admito que até foi um momento bem passado na sala de cinema. Pode ter praticamente todos os clichés habituais do género mas, mesmo assim, consegue proporcionar um bom serão.
            Facilmente se pode deduzir que os problemas dos satélites não foram acidentais. E, como tal, todo o enredo em volta do descobrimento do que se passa consegue ser cativante: não traz nada de novo mas, mesmo assim, vale a pena. Não quero ser generalista, nem preconceituoso nem nada do género, mas meter Butler (o rei Leonidas do “300”) como um grande cientista parece-me um grande esforço de imaginação mas bem, já vi coisas piores.
            Tendo visto isto em IMAX 3D tem o seu lado bom e o seu lado mau. A qualidade da imagem e os efeitos especiais são de grande qualidade porém, com a maior definição também é possível notar mais facilmente quando os atores estão a olhar para uma “tela verde” com os efeitos especiais a se localizarem num plano diferente. E, para tal, escusamos de ter o 3D que não está lá a fazer nada (o costume).
            Boas cenas de ação, com bons visuais e com pitadas de drama familiar suficiente para não enjoar. “Geostorm - Ameaça Global” é um bom filme de desastres, que deve agarrar os fãs do género.


09/10/2017

O Fundador (The Founder - 2017)

                Desde o primeiro trailer que este “O Fundador” parecia um filme interessante e com calibre para entrar na cerimónia dos Óscares. Afinal, estamos a falar de um filme quase biográfico (o nascimento e expansão da cadeia de restaurantes McDonald’s) e tem como protagonista Michael Keaton que, nos últimos anos, teve um regresso em grande.
                Ray Kroc é um vendedor não muito bem-sucedido mas, quando se depara com o restaurante dos irmãos McDonald e o seu método de servir hambúrgueres bons rapidamente, marca o início de um grande império.
                O grande problema deste filme é que, simplesmente, não consegue ser muito cativante. O ritmo é inconsistente e segue as batidas a que se está habituado a ver neste género de filmes. É uma história com potencial, bem pelo menos para mim, e embora se saiba muito sobre a história da companhia, o modo como a transmite não é empolgante nem nos deixa com vontade de saber mais. Ao menos, deu vontade de ir comer um hambúrguer no fim.
                Michael Keaton interpreta o protagonista Ray Kroc e, embora seja uma boa interpretação, a personagem não parece ter sido escrita da melhor forma. Não é alguém que nos dê muita vontade de torcer e, mesmo que seja a pessoa real tenha, de facto, sido assim, a escrita podia ter trazido mais empatia. John Carroll Lynch e Nick Offerman fazem as vezes dos irmãos McDonald e de forma competente. De resto, temos várias personagens que fazem bem o seu trabalho mas não se conseguem destacar.
                É claro o porquê do filme não ter tido nenhuma atenção na altura de entregar os prémios mas, mesmo assim, “O Fundador” é apto que chegue para quem quiser saber a história da cadeia de fast-food mais conhecida do mundo.


02/10/2017

Era uma vez em Los Angeles (Once Upon a Time in Venice-2017)



            Aparentemente, Bruce Willis deve estar a tentar entrar em algum tipo de recorde de entrada em filmes. Na altura que estou a escrever este texto, temos dois filmes com o senhor nas salas de cinema e, por incrível que pareça (ou então não), nenhum deles é particularmente bom.
            Steve, o único detetive privado de Venice, vai atrás de um gang que lhe roubou o cão. Enquanto isso, tem de fugir de dois irmãos samoanos, por se ter envolvido com a irmã deles, e descobrir quem anda a pintar grafits obscenos num prédio de um cliente.
            Este filme é uma salgalhada pegada e sem nada a que agarrar. Com tantos enredos envolvidos ao mesmo tempo, nenhum é desenvolvido o suficiente para chegar a ser interessante. E, num filme que pouco passa dos 90 minutos, eu pensava que já tinha passado mais de duas horas!
            Bruce Willis faz praticamente a mesma personagem que faz em quase todos os seus filmes mais recentes e possui uma incrível “habilidade”: apesar da boa quantidade de socos, a cara está sempre igual, sem arranhões. Para mim, a maior surpresa foi Jason Momoa que interpreta, provavelmente, um dos traficantes de droga mais simpático e compreensivo que já vi num filme. John Goodman, por muito que goste do ator, aqui está completamente deslocado - a sua personagem podia ser apagada que o filme continuava a ser o mesmo.
            “Era uma vez em Los Angeles” não é propriamente um filme que possa aconselhar a ver mas, se gostam dos últimos filmes de Willis, são capazes de gostar deste.